É impossível não sublinhar a gargalhada de Mark Goffeney quando se conhece esta personagem contagiante do panorama musical de San Diego.

 

Produto do indie rock dos anos 80 e 90, este guitarrista possui uma técnica completamente inesperada que não deixa ninguém indiferente.

 

E isso acompanhado, é claro, de um majestoso estado de espírito.

  • Realização: Ross Harris & Stanley Gonzales
  • Adaptação: Escarlata Sánchez, Lena Roche, Diego Giuliani, Nuno Prudêncio & Jérôme Plan

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Entrevista

Stanley Gonzales
Diretor

“Temos que filmar este tipo!
As pessoas precisam de conhecê-lo!”
  • Como é que este projecto começou?

 

O projeto começou depois de lançarmos um documentário chamado “Drummer Wanted“, a história de Dean Zimmer, um baterista com deficiência física. Eu levo o Dean ao NAMM Show todos os anos e ele fala em nome de músicos com deficiência física e mental, através de um grupo chamado Cando Musos. Foi lá que conheci o Mark e fiquei impressionadíssimo.

 

Era uma estrela do rock e isso via-se pela maneira como tocava guitarra, pela postura e pela forma como dominava a sala. Liguei imediatamente para o Ross e disse: “Temos que filmar este tipo! As pessoas precisam de conhecê-lo!”. O Mark, tal como o Dean, é uma pessoa incrivelmente inspiradora. E essa é a razão destes vídeos. O Ross e eu continuamos a ouvir comentários sobre a forma como estes vídeos fizeram com que pessoas, por todo o mundo, refletissem sobre quem são e o que é possível fazerem.

 

  • Como correu a produção?

 

Filmámos em Santee e em San Diego, na Califórnia, onde o Mark reside. O tempo estava brutalmente quente! Filmámos as entrevistas em casa dele, na sala, onde havia ar condicionado. As deslocações, as viagens de autocarros foram todas à noite e, mesmo assim, a temperatura rondava os 38 ºC e era sufocante.

 

Não tínhamos muito tempo por causa dos custos e outras obrigações, então tentámos terminar as filmagens em poucos dias. O Ross e eu fazemos estes vídeos às nossas custas e, quando terminamos, damos-lhes todos os direitos, para fazerem o que quiserem.

  • O filme é brilhante de simplicidade. É divertido e comovente, sem músicas adicionais, sem efeitos de vídeo, sem câmara lenta…

 

O Mark é um excelente orador, mas quando o vimos no seu dia a dia e a tocar da maneira como toca, esta simples imagem vale mais do que mil palavras. Achamos que a história fala por si. Todos temos preconceitos sobre o que as pessoas são e fazem, mas filmes deste tipo levam-nos a mudar de perspetiva. Podem levar-nos a refletir sobre a forma como vimos os outros e nos vimos a nós próprios.

  • Ainda está em contacto com o Mark?

 

Da última vez que tivemos notícias do Mark, ele andava a tocar em grandes arenas com uma banda chamada MANA. O Mark era a vedeta de algumas canções, em espetáculos lotados, e foi ovacionado de pé. Além disso, devido a esse vídeo e ao do Dean, ambos foram convidados a participar num anúncio dos Jogos Olímpicos de 2012, filmado em Inglaterra, chamado “The SuperHumans“. Foi gravado no Abbey Road Studios e o anúncio era incrível. Isto faz-me lembrar que talvez devesse ligar ao Mark!

 

  • Uma palavra sobre 99.media e a legendagem multilingue do seu filme?

 

Estamos muito gratos à 99.media por nos dar a oportunidade de dar a conhecer internacionalmente os nossos filmes. Graças a isso, temos agora uma audiência global.

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