Norilsk fica no meio do nada. Como uma “matrioska” cativa no Krasnoyarsk Krai, na Sibéria, a cidade está isolada do resto do “continente” – como os 177.000 habitantes chamam à Rússia. Só se pode lá chegar de avião ou, no Verão, de barco ao longo do rio Yenisei.


Com uma única e grande fábrica, a poluição anual de Norilsk é equivalente à de toda a França. A tundra à volta da cidade parece sem vida. A erva desapareceu, as árvores estão murchas, doentes, queimadas pela chuva ácida e pelo ar tóxico.


Muitos dos habitantes, e em especial as crianças, sofrem de doenças respiratórias e de problemas de pele. A esperança de vida é curta: 60 anos. Em comparação com a média russa, os habitantes de Norilsk vivem uma década a menos. Mas para muitos dos que lá vivem, Norilsk é linda de morrer.

Realização: Victoria Fiore
Fotografia: Alfredo de Juan
Produção: Elena Chernyshova
Montagem: Florence Kennard, Victoria Fiore

Produção: Bec Sanderson, Claire Bracegirdle
Som: Tim Matthews
Obrigado: Jodie Clifford, Petr Likholitov, Sergei Diakov, Anna Bigus, Maxim Mezentsev, Natalia Bigus, Leonid, Norilsk Umka ‘Walrus’ Club, Norilsk Nickel, Carl Zeiss Lenses, Bowens
Tradução: Dulce Dias